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CÂNCER

A PREVENÇÃO DO CÂNCER É POSSÍVEL E É A MELHOR FORMA DE COMBATÊ-LO


Conhecido desde o início da história da medicina, o câncer ocupa hoje o terceiro lugar entre as causas de morte em nosso meio. A origem do câncer está associada em 85% dos casos aos fatores ambientais tais como hábitos alimentares, fumo, álcool, produtos químicos, exposição ao sol e tantos outros e em 15% à hereditariedade. Todas as pessoas podem ter câncer, porém quando os fatores de risco são conhecidos, o câncer pode ser evitado, ou pelo menos detectado precocemente e tratado em tempo de cura. Os conhecimentos de biologia molecular, de carcinogênese, dos marcadores tumorais e dos métodos de imagem têm permitido diagnósticos precoces mais freqüentes, oferecendo melhores condições de tratamento a cada paciente. A prevenção é possível em várias etapas da história da doença: antes dela se manifestar, aos primeiros sinais e sintomas da mesma, ou ainda para a minimização das complicações quando a doença já está estabelecida. Características próprias dessa doença e do seu tratamento levaram à evolução de uma especialidade médica (Oncologia) que abrigasse as particularidades do diagnóstico, tratamento e pesquisa do câncer.
Aqui você terá a oportunidade de se informar sobre os principais tipos de câncer no que se refere à sua prevenção e aspectos básicos, bem como agendar uma consulta médica.



O sucesso da prevenção de câncer se baseia na detecção precoce (prevenção secundária) e o na mudança de hábitos pessoais, procurando eliminar fatores causais do câncer (prevenção primária).
A utilização de medicamentos em pacientes sem doença, porém de alto risco para desenvolver câncer, conhecida como quimioprevenção tumoral, está em desenvolvimento, sendo aplicada em estudos clínicos por importantes centros de tratamento de doença maligna do mundo.
A detecção precoce de câncer certamente beneficia o paciente, sua família, a sociedade, bem como quem custeia sua saúde, seja o próprio indivíduo, a empresa em que trabalha ou o Estado.
A maioria dos cânceres apresenta uma história clínica com antecedentes pessoais e familiares que permitem uma seleção inicial (questionário) das pessoas de maior risco que precisam de avaliação clínica. Com uma avaliação clínica direcionada seleciona-se a indicação de exames complementares adequados.
Assim, através dessas três etapas com execução criteriosa e rigorosa (questionário - avaliação inicial, exame clínico, exames complementares) é possível desenvolver um Programa de Prevenção e Detecção Precoce de Câncer eficiente.
Estudos publicados pelo Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos mostram que o rastreamento de populações de risco aumenta o diagnóstico de tumores em fases sub clínicas (onde ainda não causam sintomas), e um ganho de sobrevida em relação à população geral.


FUNDAMENTOS E LIMITES DA PREVENÇÃO


1. Permite a detecção de neoplasia (câncer) em fase precoce, aumentando as chances de cura e sobrevida, já que a cura de qualquer tipo de câncer é tanto maior quanto mais inicial é a fase em que são descobertos e tratados.

2. Atua em população assintomática que não procuraria espontaneamente atenção médica.

3. A não detecção de câncer não significa que a pessoa nunca venha a desenvolver câncer. Apesar do progresso, existem os limites da medicina, limites dos exames utilizados, e evolução do organismo humano com o tempo. A negatividade da avaliação não deve ser interpretada como garantia de que essa pessoa nunca virá a ter câncer.


QUEM DEVE FAZER PARTE DE PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE CÂNCER?


• Assintomáticos maiores que 20 anos (mulheres) ou de 40 anos (homens).
• Assintomáticos com história familiar de câncer, maiores que 25 anos.
• Portadores de doença predisponente ao câncer.
• Sintomáticos sem diagnóstico

Quem já acompanhou de uma forma ou de outra o tratamento de alguém com câncer avançado sabe o quanto isto custa do ponto de vista econômico, emocional e de qualidade de vida. Sem dúvida alguma, a melhor forma de combater o câncer é através de sua prevenção e detecção precoce, o que permite tratamentos mais simples e curativos.



O QUE É CÂNCER?


É um termo genérico que compreende um conjunto grande de doenças que têm em comum o crescimento desordenado das células. Pode-se dizer que o câncer é causado por mutações em genes que controlam o crescimento celular. O indivíduo pode nascer com uma ou mais mutações e acumular outras ao longo de sua vida devido a ação de fatores carcinogênicos. O câncer é a terceira causa de morte no Brasil, sendo precedido pelas mortes causadas por acidentes (traumas) e doenças cardiovasculares. Os tumores mais importantes na população brasileira são os de Pulmão, Estômago, Mama, Colo Uterino, Intestino, Próstata, Esôfago e Pele.


MECANISMOS BÁSICOS DE DESENVOLVIMENTO DO CÂNCER (CARCINOGÊNESE)


Iniciação - exposição a um carcinógeno que interage com o DNA (material presente no núcleo das células que contêm as informações genéticas) provocando uma mutação permanente. Esta célula alterada pode ser destruíida pelo sistema imunológico ou permanecer latente.

Promoção - geralmente desencadeada através da exposição prolongada a um agente promotor. A célula já iniciada se transforma ocorrendo o processo de carcinogênese.

Progressão - a célula transformada adquire as características da malignidade, como a capacidade de se estabelecer em outros órgãos (metástases).
Existem substâncias, como o fumo, que dependendo das doses e do tempo de exposição, funcionam como agentes carcinogênicos completos, ou seja, atuam nas três fases descritas acima. Os fatores ambientais (fumo, álcool, dieta inadequada, exposição excessiva á luz solar...) são responsáveis por cerca de 85% dos cânceres. A hereditariedade responde pelos restantes 15%. Para pessoas de alto risco já existem testes genéticos para câncer de mama, de colorretal e de tireóide que detectam tendência dos mesmos de se manifestarem.

TRATAMENTO


O que define o forma de tratamento é o tipo, a localização, o estadiamento (fases do câncer) do câncer e as condições do paciente. Em geral, numa fase inicial, basta apenas a cirurgia, para boa parte dos cânceres, sendo que nas fases senta mais avançadas é preciso a associação da radioterapia (radiação) e/ou da quimioterapia (medicamentos). Outras modalidades existentes menos freqüentes de tratamento são: hormonioterapia, imunoterapia e a terapia gênica (ainda em avaliação).


PREVENÇÃO


A real prevenção começa com a adoção de um estilo de vida com dieta balanceada, manutenção de peso adequado, ter atividade física regular, não fumar, usar álcool com moderação, cultivar amizades e fazer avaliação médica de prevenção regularmente (prevenção primária). Na história natural do câncer existe um longo período entre seu início e manifestação clínica (fase assintomática). Entretanto, após o início dos sintomas, a evolução do câncer é mais rápida, diminuindo na mesma velocidade as chances de cura. A detecção precoce (prevenção secundária) geralmente é realizada na fase assintomática. Daí a importância da iniciativa individual em fazer a prevenção, uma vez que não se têm sintomas. A utilização de medicamentos em pacientes de alto risco para prevenir câncer (quimioprevenção), está em franco desenvolvimento.


FATORES DE RISCO

HÁBITOS ALIMENTARES


São raros os casos de cânceres que se devem exclusivamente a fatores hereditários. O que é mais importante é o chamado fator constitucional, avaliado indiretamente pelos casos de câncer em parentes de primeiro grau. Assim, as principais causas de câncer estão nos fatores externos. O fumo é conhecido de todos como potente carcinógeno (causador de câncer). Vamos neste informativo falar sobre alimentos e câncer.
Muitos componentes da dieta alimentar têm sido relacionados com o processo de desenvolvimento de câncer, principalmente câncer de mama, de cólon (intestino grosso), de reto, de próstata, de esôfago e de estômago. Os nitritos, usados para conservar alguns tipos de alimentos, como picles, salsichas e alguns enlatados, se transformam em nitrosaminas no estômago. As nitrosaminas são potentes carcinogênicos. Já os defumados e churrascos são impregnados pelo alcatrão proveniente da fumaça do carvão, o mesmo encontrado na fumaça do cigarro e que tem ação carcinogênica conhecida. Os alimentos preservados em sal, como carne-de-sol, charque e peixes salgados, também estão relacionados ao desenvolvimento de câncer de estômago em regiões onde é comum o consumo desses alimentos. Outros tipos de alimentos, se consumidos regularmente durante longos períodos de tempo, parecem fornecer o tipo de ambiente que uma célula cancerosa necessita para crescer, se multiplicar e se disseminar. Esses alimentos devem ser evitados ou ingeridos com moderação. Neste grupo estão incluídos os alimentos ricos em gorduras, tais como carnes vermelhas, frituras, molhos com maionese, bacon, presunto, salsichas etc. Atenção especial deve ser dada aos grãos e cereais. Quando estes são armazenados em locais inadequados e úmidos, podem ser contaminados pelo fungo aspergillus flavus, o qual produz a aflatoxina, substância cancerígena. Essa toxina, juntamente com o vírus da hepatite B, está relacionada ao desenvolvimento de câncer de fígado.
Evidências epidemiológicas têm demonstrado que existe uma relação inversa entre o consumo de frutas frescas e vegetais e a incidência de cânceres originários em epitélios de revestimento da cavidade bucal, do esôfago, do estômago e do pulmão. Tem se evidenciado que a vitamina A protege contra o câncer da cavidade bucal, faringe, laringe e pulmão, e é possível que a vitamina E diminua o risco de se desenvolver o câncer. Embora a vitamina C bloqueie a formação endógena de compostos N-nitrosos no trato gastrintestinal, não há evidências de que a ingestão maior dessa vitamina possa prevenir o câncer intestinal.
Apesar da controvérsia, é recomendável a orientação para a adoção de hábitos dietéticos que além dos possíveis benefícios na prevenção do câncer tem comprovado efeito sobre outras doenças, como por exemplo a dieta rica em fibras, para o combate à prisão-de-ventre e a dieta com baixa ingestão de gordura e sal para o controle de doenças cardiovasculares.





ASPECTOS PRÁTICOS


Os recentes avanços da genética e da biologia molecular têm permitido definir o risco hereditário de determinadas doenças. No caso do câncer, este risco avalia a suscetibilidade, uma vez que o desenvolvimento do câncer depende da interação de fatores genéticos (10-15%) e ambientais (85-90%). Atualmente, testes genéticos diretos permitem identificar mutações em genes supressores de tumor, associados ao câncer hereditário de mama e/ou ovário e de câncer colorretal (intestinal).
Recomendações sobre medidas de prevenção no câncer de mama e ovário têm sido sugeridas para pessoas com teste de predisposição genética positivo (portadores da mutação encontrada no parente com câncer) ou pertencentes a famílias com múltiplos casos de câncer de mama/ovário.

Medidas recomendadas para detecção precoce do câncer de mama, em indivíduos de risco:
• auto-exame da mama mensal a partir dos 18 anos;
• exame clínico semestral a partir dos 25 anos;
• mamografia anual a partir dos 25 anos.
A ultrassonografia endovaginal anual a partir dos 25 anos tem sido o método sugerido para detecção de câncer de ovário.

Considera-se o câncer colorretal como hereditário quando os seguintes critérios estão presentes:
• câncer colorretal em três ou mais parentes, com um deles sendo parente em primeiro grau dos outros dois;
• câncer colorretal diagnosticado pelo menos em 2 gerações;
• pelo menos um caso de câncer foi diagnosticado antes dos 50 anos.

A indicação de teste genético para indivíduos com história familiar de câncer colorretal ainda é controversa.
Sendo assim, há muito pouco ainda para se aplicar dos conhecimentos da genética e câncer. É preciso ficar claro que, na avaliação de risco genético para câncer, o tumor do parente tem que ser estudado e nele encontrado mutações e que os parentes que apresentarem estas mesmas mutações tem risco aumentado, são mais susceptíveis para desenvolver tal câncer. Basicamente, o que se modifica nestes casos é a realização dos exames de oncologia preventiva mais precocemente.
Muita evolução ainda será necessária para que a aplicação dos chamados testes genéticos, tanto para diagnóstico como para avaliação de risco de câncer, possam ter boa aplicabilidade na clínica médica




1. Pare de fumar! Esta é a regra mais importante para prevenir o câncer.

2. Uma dieta alimentar saudável pode reduzir as chances de câncer em pelo menos 40%. Coma mais frutas, legumes, cereais e menos carnes e alimentos gordurosos. Prefira alimentos frescos aos em conserva. A obesidade é responsável por cerca de 1/3 dos cânceres.

3. Procure abrir mão totalmente ou limitar a ingestão de bebidas alcoólicas.

4. Além disso, incorpore a prática de exercícios físicos à sua rotina diária - andar, subir escadas, fazer caminhadas.

5. A mulher deve fazer um auto-exame das mamas todo mês. Com 35 anos de idade a mulher deverá submeter-se a sua primeira mamografia que será usada para comparações com os futuros exames.

6. A mulher a partir dos 20 anos deverá submeter-se anualmente a um exame preventivo do colo do útero (Papanicolaou).

7. O homem deverá fazer um auto-exame dos testículos todo mês e fazer avaliação da próstata a partir dos 40 anos.

8. Não tome sol das 10:00 às 16:00H e evite exposição prolongada ao mesmo. Utilize protetor solar.

9. Faça regularmente um auto-exame da boca e da pele.

10. Faça avaliação médica anual e participe de programa de oncologia preventiva.