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PESQUISA ESCOLAR - PROF. LILIAN


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TABAGISMO- V

Capítulo 12

QUANDO HOMENS E MULHERES COMEÇARAM A FUMAR ?

Homens e mulheres começaram a fumar cigarros em épocas bem distintas, porém, com algo em comum : as duas grandes guerras mundiais.

Diz a lenda, que o cigarro foi definitivamente apresentado ao homem, sendo jogado de aviões para dentro das trincheiras de batalha. A primeira grande guerra foi uma guerra de trincheira, bem diferente da segunda e o que se dirá da última, que assistimos em casa, pela TV, com todos os efeitos visuais possíveis, com tudo computadorizado. Na primeira guerra, soldados permaneciam por longo tempo entrincheirados e, para diminuir o tédio e relaxar a tropa, comandantes enviavam pacotes de cigarros para eles. Como vocês sabem, esta guerra deu-se entre 1914 e 1918. Ao término da batalha, a nicotina dos cigarros já passara a ser uma companheira dos homens e não apenas daqueles que eram soldados. Sem sombra de dúvida, os problemas de saúde eram bem menos presentes quando só existiam as outras formas de consumo de tabaco (charutos, cachimbos, rapés, fumos de rolo, etc).




Se é bom o bastante para a mãe, v. sabe que é bom para as crianças...

O fumar era um ato eminentemente masculino, impenetrável para as mulheres. E, a discriminação era discriminação. Até a constituição de 1934, de Getúlio Vargas, com quase cinquenta anos de República, as mulheres nunca haviam votado no Brasil.





Clássico da pintura A Meretriz e o fadista

Após a segunda guerra mundial, por motivos que não posso precisar, no ocidente, passou-se a "permitir" o fumo entre as mulheres. Até então, uma mulher fumante era muito mal vista pela sociedade. Só fumavam as prostitutas e as atrizes (que para a moral da época, eram mais ou menos a mesma coisa). Nos países asiáticos e de cultura árabes, a mulher ainda fuma menos do que as ocidentais. Porém, vêm diminuindo esta diferença a cada dia.



No início da década de 50, a publicidade paga pela indústria do tabaco ajudou a empurrar as mulheres para a dependência em nicotina





Rita Hayworth





Rita Hayworth, em Gilda (1946)

Rita Hayworth coloca charme no tabagismo. Percebam como o uso do cigarro era todo ensaiado, junto com a forma de segurar o casaco de pele, um vestido longo tomara-que-caia com brilho e a cabecinha caidinha. Muita mulher esperta caiu nesta... Naquela época, a imagem daquela produção era tudo de bom. Garanto a vocês que estes ensaios todos, além de uma boa cena, queriam era vender cigarros para o público feminino que engatinhava no vício.


Para Rita Hayworth, a 'mulher fatal', chamada de Grande Deusa Americana do Amor e favorita dos militares americanos que estavam no front de batalha da segunda guerra mundial, o charme dera tão certo que ela tornou-se, inclusive, garota propaganda dos cigarros Chesterfield: Todos os meus amigos sabem que Chesterfield é a minha marca(1) Rita Hayworth morreu do Mal de Alzheimer que começou a dar sinais quando ela ainda tinha apenas 42 anos (2).


Audrey Hepburn










Audrey Hepburn, em Bonequinha de Luxo (1961)

O personagem da Audrey Hepburn motivou multidões de mulheres a fumarem. A sua inseparável piteira causava sensação... Só para vocês terem idéia do que significou esta produção com a atriz, de como causou impacto em nosso inconsciente coletivo, em 2006 (45 anos depois do lançamento do filme), este vestidinho preto básico (de Givenchy) foi leiloado por uma fortuna (aproximadamente 70 mil libras esterlinas), para ajudar pessoas desprotegidas na Índia (3). A indústria do tabaco ganhou milhões com esta associação cinema-propaganda, sobretudo pelo incentivo para as mulheres aderirem ao vício masculino. Audrey Hepburn, aos 63 anos, faleceu por câncer de cólon, doença tabaco-relacionada.



Infelizmente, este início tardio apenas explica porque o câncer de pulmão só tem aparecido nas mulheres, em quantidade significativa, depois da década de 70. Até esta década, era raríssimo fazer um diagnóstico destes em mulher. Entre estas, preponderava o câncer de mama e de útero; o câncer de pulmão raramente era encontrado. Enquanto isto, entre os homens, o câncer de pulmão há várias décadas liderava as estatísticas. Hoje em dia, quando as mulheres já fumam tanto quanto os homens, o câncer de pulmão começa em alguns centros mais desenvolvidos (aonde a mulher "conquistou o direito de fumar" mais cedo) a ser o câncer mais comum, superando o de mama e o de útero.





Não adianta nem tentar se enganar fumando cigarros light. O nível de ALCATRÃO e NICOTINA vai continuar o mesmo, porque você sem perceber, acaba fumando mais, até satisfazer sua dependência. O fumante brasileiro fuma em média 15 (quinze) cigarros por dia.


Além disso, 73,55% vão de imposto para o governo, ou seja, quase 75% do valor pago pelo cigarro. Se você paga R$ 2,00 por um maço de cigarros, quase R$ 1,50 vai para o governo.





É só fazer uma conta simples, se 1/4 da população do Brasil são de fumantes, nós temos uma população de 170 milhões de habitantes, ou seja, 42,5 milhões são fumantes. Esse total fuma em média 15 cigarros por dia, então daria 637,5 milhões de cigarros que são fumados por dia, e o dinheiro que é gasto na compra destes cigarros, quase 75% vai para o governo através de imposto.









Na contra-mão da história, mulheres cariocas se reunem para fumar charutos, no final da década de 90, repetindo atitudes "masculinas" do final do século dezenove.








Luciana Scotti, hoje escritora, passou por maus bocados, por ignorar os riscos. Ignorar, verbo que pode ser traduzido por desconhecer, porém, para muitos adolescentes, também como " comigo não vai acontecer nada "...

Para tornar clara a idéia de que nesta competição entre homens e mulheres não há vencedores, colocamos abaixo dois gráficos recebidos da Sociedade Americana contra o Câncer (American Cancer Society), aonde pode ser identificado o vencedor desta disputa: o câncer de pulmão. Entre os cânceres que mais matam os americanos e as americanas do norte, o câncer de pulmão assumiu a liderança, em relação às mortes que provoca, entre os homens durante a década de 50, enquanto que apenas nos anos 80 passou a liderar entre as mulheres, pelo simples fato das mulheres terem aderido ao fumo algumas décadas mais tarde.






Os homens começaram a fumar cigarros entre 1910 e 1920. Trinta anos depois, o câncer de pulmão assume a liderança sobre todos os outros tipos de câncer quando o assunto é mortalidade.






As mulheres iniciaram-se mais tarde no vício do cigarro, em torno do início da década de cinquenta.Trinta anos depois, o câncer de pulmão já era o que mais matava as mulheres americanas, superando o de mama. Note-se que a curva do câncer de pulmão em mulheres está subindo fortemente, devendo crescer mais no início do próximo século.


Esse envolvimento das mulheres com o fumo é algo extremamente contraditório, uma vez que é sabido o receio que elas têm de animaisinhos como baratas, aranhas e ratinhos. Na lixeira do meu prédio dá para saber quando foi uma vizinha que acabou de deixar o lixo, pois, ele sempre está do lado de fora. Uma vez, inclusive, testemunhei como se passa a aventura: a incauta abriu a porta do quarto aonde está a lixeira, adentrou-o correndo, jogou apressadamente todos os sacos de lixo no chão e, para terminar, saiu correndo rumo ao seu apartamento. Abrir a portinha da lixeira, para cololocar no local adequado, nem pensar. Vai que sai um bicho...

Entretanto, medo do tabaco, parece que ainda têm muito pouco, apesar de, historicamente, terem muito mais zelo pela saúde que os homens, de uma forma geral...

A mulher está, ao fumar, repetindo um velho vacilo masculino e ignorando que essa idéia de ser o sexo frágil, às vezes, tem sua dose verdade. A mulher moderna, que participa dessa sociedade competitiva, vem sofrendo, como os homens, de doenças ligadas ao estresse, à alimentação à base refeições ligeiras (leia-se, refeições pesadas e rápidas) e à poluição e violência urbana crescente. O cigarro, um mal evitável, deveria ser banido e não buscado, como vemos, pelas mulheres jovens.



Grand Prize Winner, 2001



Ali ShahAli, Iran



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Leia a Matéria abaixo, editada no site:http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/cadernos/domingo/2002/06/22/jordom20020622005.html


Pior para elas

Mulher que fuma chega à menopausa antes da hora e tem mais chances de sofrer infarto e câncer que os homens

Cláudia Miranda



O hábito de fumar faz tão mal para os homens quanto para as mulheres, certo? Errado. Estudos realizados ao longo dos últimos cinco anos mostraram que o organismo feminino é bem mais suscetível aos efeitos maléficos do fumo que o masculino. As mulheres estão mais sujeitas a desenvolver osteoporose, doenças cardiovasculares (como infartos e derrames) e câncer de pulmão que seus companheiros fumantes. O cigarro também leva à menopausa precoce e faz a pele de quem fuma envelhecer mais rápido. Para piorar a situação, pesquisas recentes feitas nos Estados Unidos e no Brasil comprovaram que as mulheres têm mais dificuldades em abandonar o vício que os homens.
O tabaco é mais nocivo para as fumantes porque as mais de 5.000 substâncias presentes no cigarro desregulam completamente a produção hormonal, fazendo com que o organismo secrete menos estrogênio, um dos hormônios mais importantes para a saúde da mulher. Com o passar do tempo, esse desequilíbrio aumenta a predisposição a uma série de doenças, deixa a pele mais ressecada, sem elasticidade e acelera o envelhecimento. A menopausa antes da hora é a consequência mais imediata. A falta de estrogênio também aumenta as chances de a mulher sofrer de osteoporose precoce e faz com que ela fique mais sujeita a morrer de infarto e derrame.

Segundo a American Heart Association, as fumantes têm o dobro de chances de sofrer um infarto que os fumantes - risco que aumenta dez vezes se ela também usar pílula anticoncepcional. ''Com menos estrogênio, a mulher perde sua proteção natural contra doenças cardíacas'', explica o pneumologista Alexandre Milagres, coordenador do Centro de Apoio ao Tabagista, que há 20 anos estuda os efeitos do consumo de cigarro. Mulheres que fumam também estão mais sujeitas a morrer de doenças cerebrovasculares, principalmente derrame. ''O hábito de fumar associado à queda da produção hormonal deixa os vasos capilares mais frágeis, aumentando o risco de as mulheres apresentarem trombose e arteriosclerose'', diz José Luis Leal de Oliveira, psiquiatra da Clínica de Tabagismo e outras Compulsões.

A queda de estrogênio não é a única responsável pela maior vulnerabilidade feminina. Um estudo realizado há três anos em Nova York mostrou que o câncer de pulmão também afeta duas vezes mais as fumantes. Os pesquisadores do New York Presbyterian Hospital acompanharam 459 mulheres e 541 homens com mais de 60 anos, todos tabagistas. Dos 29 que haviam desenvolvido câncer de pulmão, 19 eram mulheres. Segundo Natasha Buckshee, coordenadora da pesquisa, as mulheres têm mais chances de apresentar a doença porque produzem em maior quantidade uma enzima que potencializa os efeitos cancerígenos do cigarro.

O hábito de fumar também eleva o risco de doenças que são exclusivamente femininas, como o câncer de mama e o de colo de útero, cuja incidência é 35% maior entre tabagistas. ''Já foi constatada a presença de nicotina nos fluidos das glândulas mamárias e do muco cervical de mulheres que sofrem desses tipos de câncer, mas ainda não foi encontrada nenhuma evidência que demonstre que o fumo possa provocar câncer de próstata nos homens'', afirma Alexandre Milagres, que criou um site (www.cigarro.med.br) com explicações detalhadas sobre os danos causados pelo cigarro em cada parte do organismo para servir de incentivo a quem quer largar o vício.

Esse tipo de iniciativa é importante sobretudo para as mulheres, que, além de sofrerem mais com os efeitos maléficos do cigarro, têm mais dificuldades que os homens para deixar de fumar. Uma pesquisa divulgada na semana passada pelo Instituto Nacional de Coração, Pulmão e Sangue - órgão do governo americano - mostra que o motivo principal que faz a mulher começar a fumar é o medo de engordar. Durante uma década, os pesquisadores acompanharam meninas de 9 e 10 anos para investigar por que escolhiam o cigarro. ''Elas deram várias respostas à pergunta de por que haviam começado: ter pais fumantes, consumir álcool, desejo de melhorar a auto-estima. Mas o fator mais relevante foi mesmo a preocupação com o peso'', afirmou a coordenadora da pesquisa, Carolyn Voorhees, da Universidade Johns Hopkins, na edição deste mês da revista Preventive Medicine.

É também por medo de engordar que a mulher termina desistindo dos tratamentos para parar de fumar. Uma pesquisa realizada com 300 pacientes atendidas ao longo dos últimos quatro anos na Clínica de Tabagismo e outras Compulsões, no Rio, mostrou que metade delas viam o ganho de peso como principal inimigo na hora de abandonar o cigarro. O Instituto do Coração de São Paulo, numa pesquisa realizada entre 1993 e 1995, já havia comprovado que 90% das mulheres fumantes acendem um cigarro para enganar a fome e manter a silhueta. A pesquisa paulistana acompanhou durante um ano os esforços de cem homens e mulheres para largar o vício. No grupo masculino, metade foi bem-sucedida. Já entre as mulheres, apenas 32% conseguiram parar de fumar.

O medo de engordar atrapalha, mas não é o único responsável pela incapacidade feminina em seguir à risca o tratamento antifumo. Um estudo coordenado pelo cientista Kenneth Perkins, da Universidade de Pittsburg, nos Estados Unidos, mostrou que os recursos usados para diminuir a fissura pelo cigarro - como a goma de mascar e o adesivo contendo nicotina - não funcionam tão bem nas mulheres como nos homens. Mesmo recebendo reposição de nicotina, elas continuavam tendo mais vontade de fumar que eles. Culpa das variações hormonais decorrentes do ciclo menstrual, que aumentam os sintomas de abstinência. Além disso, a associação entre depressão e tabagismo é mais forte nas mulheres. Por terem mais tendência a ficar deprimidas, elas costumam usar a nicotina como um estimulante para combater a prostração e a falta de entusiasmo . ''A mulher se automedica com o tabaco. Por isso, também tem mais dificuldades na hora de largar o cigarro'', explica o psiquiatra José Luis Leal de Oliveira.


Jornal do Brasil, Revista de Domingo, 23, junho, 2002, em matéria de Cláudia Miranda

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Matéria editada no site:

Livre-se do cigarro

Todo mundo sabe o mal que ele faz e mesmo assim ainda há quem não consiga viver sem ele. É verdade que é preciso muita força de vontade para largar o cigarro, mas alguns tratamentos podem ajudar. E muito. Por Rodrigo Crespo Lima • 02/10/2001


Ele faz mal à saúde, deixa as roupas com cheiro, dá mau hálito, nos torna incapazes de dar uma corridinha de 200 metros sem botar dois palmos de língua para fora... Tá, tudo bem, você já está cansada de saber de toda essa lenga-lenga. Mas se você não é uma fumante incorrigível, com certeza conhece vários, que não tiram o inseparável parceiro da boca. O que já foi considerado uma "tiração de onda", hoje é visto com desprezo pela maioria das pessoas, neste caso, as não-fumantes, claro! Para combater este vício, já há disponível no mercado vários tratamentos. De remédios a chicletes, de adesivos com nicotina à implantação de um ponto cirúrgico na orelha. Eficazes ou não, todos têm o mesmo objetivo: acabar com o (péssimo) hábito de fumar.

Introduzida no Brasil por Marat Fage em 1976, a auriculoterapia é uma técnica que consiste na aplicação de um ponto cirúrgico pouco visível, que permanece em uma das orelhas por um mês, estimulando diversos pontos da acupuntura. "O local onde o ponto é colocado varia de pessoa para pessoa e é determinado por um equipamento eletrônico que foi desenvolvido especialmente para isso. A seleção dos diversos pontos de acupuntura que serão estimulados em cada paciente é fundamental para o sucesso do tratamento", adverte Marat Fage.

Acredita-se que a estimulação constante desses pontos de acupuntura provoca no organismo a produção de substâncias naturais do tipo da endorfina, que é o hormônio que nos dá a sensação de bem-estar. "Essas substâncias compensariam a falta de nicotina, reduzindo nitidamente a síndrome de abstinência caracterizada por ansiedade, insônia e nervosismo", diz ela. A diferença e a vantagem que esta técnica tem sobre a acupuntura é que não há a necessidade de sucessivas aplicações de agulhas e nem mesmo é preciso voltar para dar continuidade ao tratamento, o que é comum em outras técnicas como a das tradicionais agulhas de acupuntura ou a do laser. Segundo Marat, 80% das pessoas que fizeram esse tratamento abandonaram o vício de fumar.

O raio laser, também chamado de infravermelho, é outra alternativa no combate ao tabagismo. Também trazido por Marat Fage em 1983, ele não tem resultados tão expressivos quanto os da auriculoterapia, mas funciona. "Quarenta por cento das pessoas que se submetem a este tipo de tratamento se saem bem, mas o método tem lá os seus prós e contras", confessa Marat. Segundo ele, a principal vantagem é que, ao contrário dos repositores de nicotina, o paciente não recebe uma "overdose" de substâncias cancerígenas. "A nicotina apenas sai, ao invés de entrar em doses menores. No entanto, para as pessoas que têm uma vida muito agitada, este tratamento não é muito aconselhável já que o paciente tem que se submeter a aplicações dia sim, dia não, por aproximadamente meia hora", afirma Marat.

A reposição de nicotina significa que, ao invés de ser inalada através da fumaça do cigarro, a substância passa a ser introduzida dentro do organismo por outras vias. Pode ser goma de mascar, spray, adesivo, comprimidos etc. "Neste caso, trata-se somente de uma troca da via de acesso da nicotina ao organismo", alerta o pneumologista do Instituto Nacional do Câncer, Carlos Eduardo Batista. Assim, o êxito depende muito mais da pessoa do que do próprio método. "O tratamento à base de reposição de nicotina é semelhante a tratar um alcoólatra com pequenas quantidades de álcool todos os dias, ou um cocainômetro com pequenas quantidades de cocaína", alerta o pneumologista. Esta forma é mais eficaz para as pessoas que fumam pouco e esporadicamente.

O Centro de Apoio ao Tabagista é uma instituição que, como o próprio nome diz, oferece um programa para quem deseja parar de fumar. "A dificuldade maior não é parar de fumar, mas sim, não voltar a fumar", afirma o coordenador médico do programa, Alexandre Milagres que, apesar do nome, garante não fazer nenhum. Ex-fumante, dependente do cigarro por 20 anos, ele garante que no Brasil, devido aos altos preços das novas terapias, fica muito difícil para grande parte da população o acesso às novas terapias. "A primeira coisa que temos que ter em mente é que nenhum fumante é igual ao outro. Por isso, para cada caso há um meio de tratamento. O programa consiste em quatro consultas iniciais, para o levantamento do histórico clínico e tabagístico do paciente. Depois, é feita uma abordagem psicológica, para medir o grau de dependência de cada um e, posteriormente, uma abordagem nutricional. "Essa abordagem é muito importante, principalmente para as mulheres, porque, devido a eterna "síndrome da balança" e os fatais quilinhos que são ganhos durante o tratamento, a tendência ao fracasso é maior", informa Alexandre.

Feito isso, o paciente é estimulado a marcar uma data para abandonar o vício e o centro acompanha essa "libertação" por um ano, 24 horas por dia. "Muitas pessoas nos ligam, de madrugada, dizendo que não estão agüentando e que precisam de ajuda. Nessas horas, nosso tratamento se assemelha bastante com o dos Alcoólatras Anônimos e o "só por hoje" também passa a ser o nosso lema", comenta o médico. Para ele, o fato de uma pessoa parar de fumar por três meses, não a deixa livre do vício. "Só depois de um ano é que podemos teorizar sobre a parada do cigarro, mas muitos fatores podem levar a uma recaída: stress, a perda de um emprego ou de alguém querido, depressão etc", alerta.

O ato de fumar é um verdadeiro prazer para o fumante. Por isso, muitas pessoas acabam ficando deprimidas quando se vêem sem "o companheiro mais certo das horas incertas". Nestes casos, o uso de antidepressivos vem sendo utilizado em larga escala como tratamento auxiliar para largar o cigarro. Nota-se que estas drogas são somente um apoio para o tabagista e que ninguém vai abandonar o cigarro somente fazendo uso delas. "Antidepressivos podem ajudar no tratamento, mas os pacientes podem apresentar os efeitos colaterais clássicos das medicações antidepressivas, como agitação e sonolência, sendo contra-indicados na gravidez ou para quem dirige automóveis. E eles também não são recomendados para pacientes que fazem uso de bebidas alcoólicas", garante o pneumologista Carlos Eduardo Batista. Além disso, a duração prolongada do tratamento, com a necessidade de retornos ao consultório medico para manutenção e acompanhamento, eleva seu custo. E parece não ser a melhor saída. "Na realidade, tratar o fumante com medicamentos psicotrópicos pode provocar um novo tipo de dependência, além de colocá-lo no mesmo patamar de pacientes com distúrbios psíquicos", alerta o médico.

Que o cigarro faz muito mal, todos nós sabemos. Para os fumantes, a opção é escolher o modo de tratamento mais conveniente e largar, o mais rápido possível, o cigarro. Antes que ele acabe com você.

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Revista VIP - abril, 2001





Sem educação, a mulher ficará escrava de seus 20 anos e de seu bumbum duro. Mary Del Piore, Historiadora.

A mesma violência do cigarro, uma agressão por milhares de substâncias tóxicas, vemos em outras áreas. Enquanto explode a violência doméstica sobre as mulheres, o símbolo sexual da vez, dizia: BATE ! Imagine, que um alucinado possa estar sentido-se liberado para bater em uma mulher, estimulado por apelos desse tipo.

BASTA DE VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES !!!

Quem faz esse pedido aqui, não é um homem solidário às mulheres, ou o especialista que quer influenciar as meninas a não começarem a fumar. Quem faz esse pedido é apenas alguém, um ser humano qualquer.

No entanto, agora sim como especialista em doenças provocadas pelo fumo, coloco abaixo o caso de uma cliente querida, de apenas 42 anos de idade, interna do Hospital Raphael de Paula Souza, durante o mês de abril/2001, que autorizou-me a disponibilizar a sua foto e sua estória. Ela foi admitida com um importante inchaço no rosto e pescoço, diagnosticado como um sinal colateral de tumor de pulmão - Síndrome da Veia Cava Superior (SVCS). A paciente é grande fumante. Em sua história familiar, pasmem amigos, a mãe da cliente, também fumante, morrera, em 1994, por câncer de pulmão. Com todo o seu sofrimento e apreensão ( "estou com muito medo, doutor, do que vai acontecer comigo." ), a paciente foi generosa o suficiente para ainda servir de alerta aos jovens e aos fumantes para abandonarem o tabaco.






"Diga a eles, doutor, para não entrarem nessa", Juraci de Oliveira, 42 anos.

Campanha do Ministério da Saúde, 2003






Enquanto lutamos, feito doidos, para interromper o caos provocado pelo tabaco, mulheres criam associações de fumantes e divulgam o movimento para angariar novos adeptos...





Dá para entender ???

Até dá, pois, vivemos num planeta doidaço, em que fazem com as mulheres coisas do arco da velha... No Brasil, por exemplo, a cada 10 minutos, uma mulher sofre violência doméstica!

Entretanto, tem muita gente positiva ajudando as mulheres a perceberem os riscos do fumo, como a Rede Internacional de Mulheres Contra o Tabaco( International Network of Women Against Tobacco - INWAT ), fundada em 1990. Ou, a turma do Centro Nacional de Informação sobre a Saúde das Mulheres ( The National Women's Health Information Center - NWIHC ). O problema é realmente sério e tem bastante gente preocupada e tentando contribuir.